25 de ago. de 2015

Eu nunca!



Algumas promessas que fiz a mim mesma antes de ser  mãe e quebrei vivendo a maternidade

Antes de ser mãe eu tinha muitos sonhos com a maternidade, muitos planos, logicamente que também eram muitas as dúvidas que pairavam na minha cabeça de  tentante, ainda não tenho e  tão cedo não terei respostas para todas elas, que cada vez crescem mais,  mas algumas especulações de como eu as resolveriam surgiram durante a gestação.
Muitas eram as expectativas e com tudo isso, as teorias do "eu nunca" foram se formando, eu sempre fui uma pessoa muito chata crítica, sim eu sou dessas, pra mim essa coisa de não julgar, até é algo em que acredito, mas não dessa forma pura que as pessoas gostam de arrotar por ai, como se fosse algo terrível que elas não fazem, só os outros. Eu acredito que o julgamento não nos cabe mesmo, mas olhar para algo que você discorda e não ligar um neon no juízo na hora que grita: "eu nunca vou fazer isso...é errado" Ah por favor, quem nunca?
Eu que não sou santa, nem tenho a intenção inútil de ser perfeita, assumo que me imaginava beeeem mais corretinha como mãe, ou pelo menos não fazendo coisas como as dez listadas abaixo:

1) Não amamentar exclusivamente:
Sim, eu tinha essa ideia cor de rosa com laços lilás de que a amamentação é só uma questão de esforço e disposição, mas aí minha filha nasceu prematura, não tinha o menor interesse em mamar nos primeiros dias, mesmo enquanto eu explodia e virava uma coalhada... ela estava abaixo do peso, não dava pra esperar ela perder peso enquanto aprendia a mamar e precisou de complemento, além disso eu tive um surto de pré desmaio quando vi o bico do meu peito esticar igual um chiclete ai tentar me ordenhar com a bombinha. Não deu pra mim, não consegui dar meu leite e só ele, eu amamentei por 4 meses, por muita insistência minha, mas ela já saiu da maternidade com a boquinha na mamadeira. Foi rápido pra essa primeira teoria cair por terra? Muito, minha filha estar alimentada e crescendo era mil vezes mais importante que qualquer satisfação que eu quisesse dar a mim mesma, só pra começar...
2) Eu nunca vou dar chupeta:
Eu ia escrever em algum momento: limpar a chupeta que caiu no chão com lenco umedecido e colocar na boca da criança enquanto ela berra e você está muito tensa pra pensar nos vídeos do Dr. Bactéria, daí eu lembrei que eu nem mesmo ia dar chupeta... o que me dá duas promessas nao cumpridas em uma só, pulemos para a número 4 assim.
Eu ouvi um "me identifico" ?????
4)Nunca vou dividir a cama com a cria:
Eu queria só deixar registrado aqui que a minha cama, meu lençol e meu travesseiro ja são dela, mesmo eu medindo 1,74 m e ela pouco mais de 1 metro, sem mais.
5) A alimentação dela será impecável!!!
Chocolate só se ela pedir muito, tipo com uns 4 anos ou mais? Hahahahahahaha, eu mesma enfiei o brigadeiro na boca dela na festinha de um ano e disse: come e gosta, pq pagamos caro... Não, mentira, mas fui eu que apresentei essa maravilha por livre e espontânea vontade e ainda tive aquela sensação de orgulho por estar inserindo minha filha num mundo incrível de sabor. Isso vale para outras coisinhas do tipo, como biscoito, batata frita, bolo, bombom, picolé, sorvete, nossa, so de falar ja me deu fome! É claro q nada disso é a rotina e que se deve prezar pela moderação, mas sinceramente? Essa palavra proibido me cansa demais. O certo mesmo é que até então eu só consegui manter minha promessa de deixar afastado do paladar da Bia, nesses 3 anos, os refrigerantes, "xilitos" e embutidos.
6) Vou dar a ela a oportunidade de aprender a se defender por conta própria!
Brigar com outra criança pq bateu na minha filha? Gente, mas é claaaaaaro que eu jamais faria isso, afinal de contas, as crianças devem se resolver entre si... mesmo que minha filha esteja sendo espancada, mordida, descabelada, socada, estraçalhada, pisoteada, banida de um brinquedo por uma miniatura do Hitler, desfigurada, beliscada, humilhada e sim, isso já aconteceu e eu não fiz nada demais, nadinha, pois não usei de violência física, eu APENAS ameacei a pré adolescente meliante menina de uns 4 anos, de morte, mas tenho certeza que ficou tudo bem! Afinal de contas, a mãe dela não estava lá!
7) Beatriz com tablet só na adolescência:
Exceto para que eu possa tomar banho, comer minha comida quentinha ao menos uma vez, pendurar roupas no varal, estudar pra um concurso, fazer o número 2, o 3, o 4, o 98, o 359, ou quantos números precisarem pra codificar os dias em que eu simplesmente não estiver com a mínima criatividade de sentar no chão e brincar de qualquer coisa com ela. 
Vamos combinar que têm dias que a gente simplesmente não está legal, não tem nada pra inventar e o Netflix e o tablet viram as brincadeiras mais politicamente corretas, fofas e saudáveis!!!!
8) Eu nunca gritarei com um filho!
Não, eu não me orgulho nem um pingo desse item e pra ser ainda mais honesta venho fugindo dele há no mínimo 7 itens... mas a verdade é que eu sou uma mãe impaciente, sim eu sou, muito!
Eu sou carinhosa, parceira, super presente, participativa, incentivadora, mãezona, coruja, amiga, uma fofa, mas não sou paciente não, ter uma filha sapeca e agitada estava muito nos meus planos, mas eu acho que não tinha a menor noção das graves sequelas q isso poderia deixar numa mãe.
9) Antes de ser mãe eu sou uma mulher!
Sim, eu seria uma mãe jovem, moderna e fashion, eu aproveitaria os quilos que perdi durante a gestação e seria novamente uma mulher linda e feliz em meu jeans 44 já estaria ótimo 40, afinal, pela minha filha me achando linda eu sou capaz de qualquer coisa, até mesmo de negar aquela colherada de Nutella... sim eu sou capaz de qualquer coisa pela minha filha, me achando linda ou não e contar aqui tudo o que eu já passei pela felicidade dela nestes 3 anos daria um outro post, mas a verdade é que vc passa a ver as coisas de uma outra forma quando você é mãe, não estou dizendo pra se abandonar e usar a maternidade como desculpa, mas quando somos mães, o filho é prioridade em tudo e até a beleza passa a ter um outro significado, um outro formato
10) Nada de mal vai acontecer com ela pq eu sou uma super mãe!!!!
Acho que essa nem é mto uma teoria, tá mais pra um sonho, coletivo,  que mãe não gostaria de poder proteger seu filho de tudo que fosse ruim? Infelizmente a gente percebe com a vivência da maternidade que nem sempre é possível, que a gente tem é que estar atento a tudo, ao máximo, mas que algumas coisas vão escapar do nosso controle e dos nossos olhos e que teremos de estar preparados para superar dores e desafios naturais da vida, pra quem crê em algo maior, como eu, o que nos resta além da atenção e presença, é pedir muita luz e proteção para conseguir ser sempre um porto seguro pros filhos, evitar o mal e ser como escudo na vida deles, sem querer fazer o papel de redoma, pois a vida, amigos, ensina!!! Taí minha listinha básica pra nos provar!!!!

16 de ago. de 2015


Apresentando as nossas meninas:

Sob o olhar das mamães, conheçam Beatriz, Manuela, Sofia e Eduarda:

Beatriz, 3 anos, filha da Mari:
Beatriz é um sorriso em forma de gente, sempre foi assim, simpática, dada, sapeca, você olha pro rostinho bochechudo dela com aqueles olhinhos brilhantes e sabe: essa é safadinha! Super agitada, dona de um ritmo admirável pra idade, chama atenção quando dança, coisa que ama fazer, dança até com o barulho do chuveiro, tem uma memória invejável e aprende coreografias rapidinho, na escola é sempre um sucesso nas apresentações, mas sempre espontânea e sem perder o jeitinho de bebê, pois sim, ela ama ser "um nenenzinho", como ela diz, cantar e interpretar, também são seus fortes, tem um lado artístico extremamente aflorado, assiste um filme uma vez e na segunda está repetindo o texto com todas as entonações inclusas, se passar um mês sem ver, vai lembrar tudo, pode ter certeza. Passa o dia cantarolando, aliás, canta até melhor que fala, apesar de abrir um sorriso fácil, beijar e abraçar sem moderação nem censura, um bate papo com ela é um prêmio batalhado, tagarela em casa, mas mais observadora e risonha fora dela, porém, quando começa, prepara p ouvido, vai te encher de perguntas e talvez até segurar teu rosto pedindo atenção total, leonina, sabe como é... É a típica menina fofa, cabelo enroladinho, alegria que contagia, um chumbinho, bundinha gorda e rebolativa, a minha patinha! Come bem, mas tem seus momentos de fastio, assim como adora uma besteira, chocolate, bolo e biscoito são os prediletos, confesso q de toda a lista que eu jurava que não iria oferecer, só escapam o refrigerante, os famosos xilitos e os enlatados, mas curte frutas, em especial maçã, uva e banana, bebe muiiiiiita água, demorou pra se apaixonar pelos sucos, mas hoje pede e toma morta de amores, principalmente de goiaba e uva. Super elogiada na escola, desde o primeiro dia na primeira escola, foi a coisa mais natural pra ela, ficou feliz e me deu tchau como se tivesse nascido lá, mesmo quando mudou, a adaptação foi super tranqüila, nunca recebi nenhuma reclamação, pelo contrário, só elogios, sociável, carinhosa, participativa, inteligente, educada, só mesmo a agitação super típica dela, mas muito bem aceita na escola, já em casa, nem tudo é tão paradisíaco, temos muitos momentos de estresse, pois ela é muito bagunceira, não para um segundo, é super curiosa e se coloca em perigo o tempo todo, desde que nasceu é baladeira igual a mim, pois a energia vem com tudo durante a noite, na semana, devido a escola, até que dá uma melhorada, mas mesmo acordando 6h e muitas vezes não dormindo durante a tarde, pode ter certeza que ela não vai dormir antes de 23h!!! Ela tem um gênio super forte e é super grudada em mim, mesmo com alguns momentos de impaciência, a gente daqui a pouco ta se abraçando, beijando, dizendo "eu te amo", brincando, rindo, cantando, a gente canta muito juntas, eu adoro! Adoro tirar fotos dela e ela curte quase sempre.... Quase... Pq quando não quer, ngm convence! A coisa que eu mais sonho é que essa nossa amizade evolua, que nossa troca seja sempre natural, adequada a cada fase dela e que eu tenha serenidade pra acompanhá-la sem exageros e usando o nosso tempo com o máximo de qualidade possível!

Manuela, 1 ano e 11 meses, filha da Jaynara: 
Minha Manu é uma moleca. Tão pequena e tão esperta. Sabe fazer graça já tão cedo e ainda olha em volta pra ver se tem plateia. No repertório, dança, música e muita conversa. Imita a gente e ri da nossa cara. Tem um jeitinho tão meigo, mas um gênio tão difícil. Quando quer, quer. Não tem conversa. Dona de um sorriso iluminado, de um olhar encantador. É a mini cópia do pai, mas cada dia que passa, vem mostrando o quanto as características, não físicas, parecem comigo. Já dá sinais de que a arte faz parte dela. Assim como eu, passa o dia cantarolando e eu me derreto. Comer não é sua praia. E com isso quebro a cabeça. Mas qual mãe não se preocupa né? A palavra que mais fala durante o dia é mamãe. Com algumas variações, como nanãe, mamã e nos momentos de dengo no nível master, é nhanhããããeeee! Tem uma ligação muito grande com o pai. Uma relação linda, muito carinho e muita amizade, e eu, babo por isso! Adora ir pra escolinha. Quando chega, corre pros braços das professoras. Todo mundo adora ela, e de fato, ela é uma criança muito amorosa e de fácil envolvimento. Se eu pudesse, ficaria falando dela, horas, dias, meses...rsrs... Da minha florzinha, que me enche de alegria e de orgulho!! Minha Manuela!!
 
Maria Eduarda, 3 anos e 6 meses, filha da Natty:
Minha preciosa Maria Eduarda tem 3 anos e meio, sempre muito desenvolvida para a idade dela, nasceu medindo 52cm e da última vez que levei ao pediatra ela estava com a altura e o peso de uma criança de 5 anos, segundo o doutor. É uma criança que só tem tamanho, vem se desenvolvendo bem conforme sua idade, é uma criança muito carinhosa com quem os cerca, mas arisca com quem não conhece, mas tbm não precisa de muito tempo para conquista-la, super "dada" como a mamãe logo ela se transforma na melhor amiga. Como toda criança é birrenta, manhosa e às vezes se não fizer o que quer ela dá um show. No começo do ano tivemos um problema na escola, a adaptação dela não foi muito boa, por ser a maior da sala, ela não interagia com os amiguinhos que eram bem menores do que ela. Ela nunca gostou de brincar com crianças menores do que ela, mas graças a Deus, trabalhamos isso e digamos que hoje, o cenário mudou. Duda ama cantar, dançar, assistir desenhos, brincar de casinha, desenhar, onde chega procura fazer amigos. Na alimentação ela é meio "adultizada", come todo tipo de verduras e legumes, não troca um prato de arroz, feijão e carne por um chocolate, por falar nisso, ela não é muito fã de guloseimas, graças a Deus, chocolate só se for meio amargo, não gosta de biscoito recheado, batatinha, balas, pirulitos, quem tiver nem esconda dela, pois não faz a menor questão, em contra partida, não gosta de frutas, nada é perfeito, eu sei, mas seria pedir muito que ela gostasse de frutas? Rs Suco só toma de laranja, batido com muito gelo, por favor. Enfim, isso é um pouco da minha preciosa, vcs terão oportunidade de conhece-la melhor, vai ser um prazer dividir as experiências e presepadas dela com vocês.

Sofia, 2 anos e 10 meses, filha da Juliana:
Sofia é uma equação de matemática ( que por sinal,nunca foi uma das minhas matérias preferidas), mas a única que sei resolver. É para os mais íntimos" minha veinha". Porque tem umas atitudes que nem uma senhora de 75 anos teria nos dias de hoje. Para começar, não suporta que ninguém tire suas roupa , fralda... altamente cheia de pudor. E ofereça uma pipoca, algodão doce, pirulito, enfim, guloseimas... Ela não aceita. Prefere seu arroz, feijão, carninha , macarrão, cenoura e chuchu ( sim, ela mesma fala). Um refrigerante? Não quero, mamãe. Quisera eu ter a dieta dela. Tive uns problemas com alimentação no início, mas agora tudo vem se encaixando. Ela é bastante falante, argumenta que é uma beleza.... puxou ao pai... e nos meus devaneios de mãe, espero que siga para o rumo de Direito, igual ao pai. É do tipo que vive falando na escola, nos amigos, mas bota uma banquinha para entrar, que já tá sendo trabalhada também. É uma menina encantadora , agora dar Olá, bom dia, boa tarde, boa noite.... Com licença, por favor, obrigada. Valores esses que espero que permaneçam. Tem seu sono da tarde, e caso não tenha, capota cedinho... Por sinal, enquanto escrevo, já está no oitavo sono, pois hoje não teve sua soneca. Teve a fase dos terrible two... mas acredito que já tenha passado. Ah, como toda libriana , possui um senso de estética bastante aguçado, adora pinturas, quadros e diz se a roupa combina com o sapato. Adora brincar de carrinho, boneca, bola... e brincadeira de correr... gostava de paixão da galinha pintadinha, mas a fase agora é da Peppa pig, princesas, princesinha Sofia. Bom, tenho tanto para falar da minha princesa que não sei nem por onde terminar... para não encher vocês, termino por aqui.

Essas são as nossas meninas, como são os filhos de vocês? Queremos conhecer!!! 


Feliz aniversário, Beatriz!!!
Fotos feitas pela mamãe Mariana.


Dia 15 de Agosto, nossa princesinha Bia completou 3 aninhos, a mamãe Mariana fez questão de lhe dedicar algumas palavras cheias de emoção e amor:

"Você é minha porque eu lhe desejei, porque eu pedi e clamei por você quando demorou a se mudar do meu sonho pro meu ventre, porque fui eu quem quase lhe perdi e foi pra mim que você avisou, gritando no meu coração, que não queria se perder de mim, que queria vir e queria ser minha sim.

Você é minha, porque fui eu que lhe dei o seu primeiro alimento, quem primeiro lhe olhou com olhos de amor, fui eu, porque eu cuido de você, acalento, oriento, divirto, freio (ou pelo menos tento), repreendo, educo, impulsiono, amparo, ensino, corrijo, elogio e admiro apenas com uma troca de olhar que só a gente tem, porque foi pra mim que o mamamam virou mamã e depois mamãe, porque é pra mim que você quer mostrar suas descobertas e feitos, quando você grita “mamãe, mamanhiiii”, porque a cada frase sua, esse nome doce, na sua voz linda, aparece no início e no fim, porque as tuas dúvidas só são sanadas se a resposta vier de mim, até quando é um “eu não sei, filha”

Acima de qualquer julgamento, você é minha, não uma minha sufocada, presa aos meus sonhos e expectativas, ameaçada pelas minhas frustrações, não uma minha propriedade, objeto a ser moldado, usado, exposto ou guardado, a não ser, pedra preciosa que com o amor mais sublime e o cuidado incomparável de uma mãe apaixonada, vai sendo lapidada, muito embora já tenha valor infinitamente maior que diamante.

Você é minha porque só eu sei responder com qual idade você fez alguma coisa pela primeira vez, porque só eu sei se uma roupa caberá em você sem precisar vestir, um sapato sem precisar calçar, porque mesmo que eu fale corretamente com você, eu aprendi o seu idioma, só eu sempre saberei o que significava chiate, pibou, acença, pibado, pafubas e mais um monte de palavras só suas e que você fala isso com a mesma naturalidade com que diz: “Nossa!” “Oh, não” “Essa não” “Puxa vida” como uma adulta, já que só eu sei lhe decifrar desde os teus chorinhos e só você sabe sorrir o meu sorriso.

Você é tão minha, que com toda a nossa diferença de peso e tamanho, eu jamais passaria por cima de você na cama, mas certamente passaria por cima de um gigante, porque com você, eu aprendi a continuar acordada mesmo quando eu estou dormindo.

Foi você quem me ensinou o real peso das palavras medo, morte, dor, fome, tristeza, solidão, miséria, culpa, mas principalmente o valor exato de palavras como amor, vida, alegria, coragem, esperança, bondade, solidariedade.

Você é minha, porque me torna mais sua a cada vez que me sorri, que olha dentro dos meus olhos e me vê de um jeito que eu só sou pra você, quando na cama dá um jeitinho de encostar-se a mim pra saber se eu não fui embora, quando mesmo que eu me irrite e aja de uma forma errada, você me abrace com um perdão que ninguém adulto que eu conheço pratica, porque foi comigo que você aprendeu palavras cada vez mais raras hoje em dia: obrigada, com licença por favor, desculpas, você é minha porque é pra mim que você diz o “eu te amo” mais bonito do mundo e não importa quantas vezes você vá me dizer, irá sempre me encher de emoção, me renovar, me reerguer, me alegrar me fazer sentir única até mesmo nos meus piores dias.

Você é minha porque ser sua mãe me dá uma satisfação muito maior que qualquer função que eu possa exercer na vida, por que você já me dá tanto orgulho, mesmo eu não sabendo “o que você vai ser quando crescer”, afinal de contas, o que me importa mesmo é “QUEM” você vai ser quando crescer.

Você é minha porque o que faz com que eu lhe ache o máximo, não é somente porque você já faz uma das coisas que eu mais amo muito bem e com uma satisfação nítida, como dançar, ou porque tem uma capacidade de aprender e memória impressionantes, é lógico que isso me envaidece, não é com quantos meses você andou, quando você desfraldou, falou,aprendeu a contar até dez ou cem, se está acima da faixa em estatura, se está com o peso ideal, quando escreveu pela primeira vez, se irá ser a primeira da turma ou aprender a ler mais cedo que seus amiguinhos, o que me balança mesmo e me faz sentir a mãe mais sortuda do Universo é porque você é a alegria em forma de gente, você é cativante, encantadora, sapeca, carinhosa, engraçada, alto astral, simpática, querida, sensível, espontânea, amada pelo seu jeitinho.

Você é minha, porque mesmo que não se pareça tanto assim comigo, eu me vejo constantemente em você e eu sei do quanto você se espelha em mim, que eu sou a tua Barbie, tua heroína, por você eu sou capaz até de cantar afinada todas as músicas dos seus filmes prediletos, só pra você continuar achando que eu sou uma princesa da Disney.

Você é tão minha e eu sou tão sua, que mesmo não tendo maturidade pra isso, por várias vezes, enquanto eu estava um caco por dentro mas sorrindo por fora, você me olhou e disse: “não chora mamãe, tá tudo bem” e agorinha mesmo, enquanto eu lhe colocava pra dormir, você segurou minha mão suada, refletindo a minha cabeça cheia de ansiedade e disse: “tá gelada, mamãe” e colocou entre as suas mãos como que para esquentar, você não tem idade pra isso, mas me entende melhor que muita gente.

Mas sabe por que você é muito minha? Por que eu sempre serei sua e nós somos pura sintonia, porque mesmo quando você não for só minha (e já não é, pois a quantidade de pessoas que lhe ama é enorme), quando a tua boca, teu olhar e até teu corpo disserem outros “eu te amo”, nunca será forte e puro como o nosso “eu te amo”, você continuará sendo a minha Bia e eu serei eternamente a sua mãe."
Mariana Braveza
 

12 de ago. de 2015

Bem vindos ao nosso Blog!!!

Autor desconhecido - Google imagens

Um pouco sobre nós:


Jaynara Vidal, a mãe da Manu:

Sou Jaynara, tenho 30 anos, a maternidade sempre foi algo muito presente em mim. Quando criança a "mãe" nas brincadeiras, com as primas mais novas (eu só brincava se fosse a mãe...kkk). Quando adolescente, a "mãezona" dos amigos, aquela que escutava, cuidava, aconselhava (e brigava também!). E quando adulta, em alguns momentos, me transformo na mãe da minha mãe, do meu pai e dos meus irmãos. Depois vieram os sobrinhos, e pude mais uma vez exercitar esse meu lado maternal (mas era diferente, quando chora, a gente entrega!)
Hoje, sou mãe da Manuela, nascida em 06/09/13. Ela foi muito planejada e muito desejada. Meus maiores medos, antes dela nascer, eram todos relacionados a possíveis problemas, tanto na gravidez, como ela nascer com algum problema de saúde (paranoica, sei.). Depois que nasceu, e vi que era perfeita e saudável, veio a realidade com seus inconvenientes: amamentação, cólicas, vacinas, doenças (gripes, resfriados e infecções), sono desregulado, oscilações hormonais, pitacos de todos os lados, vontade de mandar todo mundo "praquele" lugar! Mas também veio a certeza de que o amor havia sido eternizado em mim. Ser mãe é enfrentar todos os dias, um desafio diferente (as vezes sorrindo, as vezes esmurrando parede) e experimentar a cada momento, de um amor que só cresce.
Minhas expectativas como mãe é: ser mãe! Com minhas falhas, meus acertos, minhas descobertas, meu pé no chão, minha certeza de que não sou heroína. Sou mãe. E procuro ser e dar o meu melhor, respeitando os meus limites, sempre. E claro, tudo isso com muito bom humor, amor, frustrações, lágrimas de tristeza, lágrimas de alegria, orgulho, música, carinho, beijos, broncas, sono, fome, meditação(hahaha) e a certeza(ou seria a esperança) de que estou no caminho certo!


 Juliana Maia, a mãe da Sofia:

Meu nome é Juliana. Tenho 31 anos e há 2 anos e 9 meses sou mãe de uma princesa chamada Ana Sofia. Não vou mentir... Não me via mãe. Não me via grávida. Tinha um certo receio, ou seria bloqueio?  Sabe DEUS! Adorava tudo sobre maternidade,porém, não tinha esse instinto q tantas "pré-mamães" tem. Sou casada há 9 anos e filhos somente depois de trabalho , concurso público, por favor... exigente... kkkk. Depois queria mestrado, doutorado, quase um PhD . Mas... nossos planos não são os planos de DEUS. Sempre tomei anticoncepcional,  Diane 35, para ser mais específica . Eis q ele foi " falhando". Tomei muito tempo, achava que vinha a regra e que nada... Era tomando o remédio errado. No carnaval de 2012, comecei a me sentir esquisita. Sonhei com berços.  Sonhei amamentando. E minha menstruação atrasada. Liguei na farmácia, pedi 2 testes. Baita positivo! Não tive reação. Estava sozinha em casa, lembro que pensei: o que pensar? Na hora agradeci a deus pelo dom de gestar . E pensei... Como sou muito ansiosa, não iria suportar ser uma tentante, rsrs, se Deus me mandou esse filho agora, será muito bem vindo. Contei ao meu esposo, ficou bastante feliz. E no aniversário dele, fiz o beta para confirmar e deu um baita positivo ( se fosse combinado, não teria dado certo).
Dia 23 de fevereiro, me vi grávida!  Já fui calcular data provável do parto, e fiquei feliz, Pq iria nascer em outubro, mês de Santa Teresina das Rosas, a qual sou extremamente devota. Comecei a me acostumar. Em nenhum momento rejeitei. Só amava aquele ser morando em mim. 
Minha gestação foi tranquila. Segui firme trabalhando, comi muito, aproveitei , me senti linda, feia... Esses mistos... tive diabetes gestacional no 7 mês.... descobri, pronto, as noites em claro, perduraram até o dia do parto. Mas, graças a deus, tudo sob controle.
No dia 19 de outubro de 2012, eu entrei na maternidade uma Juliana e sai outra. Sai com o amor mais puro da minha vida... Sem exigir nada em troca. Só umas noites em claro, dificuldades para amamentação, mas isso era o mínimo, perante tanto amor. Senti todas as possíveis e imagináveis inseguranças. Medo... Essa palavra convivo até hoje. Depois que vc se torna mamãe, fica muito medrosa. E ao mesmo tempo mais forte, mais corajosa também. Não sei explicar como isso ocorre? Instinto, talvez? Hoje vivo rodeada de amor. E não consigo me imaginar sem ser mãe. Como vivi tanto tempo longe dela? Amor puro, sublime, real. Aquele amor que você dá a vida? Sim, existe! Ser mãe!


Natália Guedes, a mãe da Duda: 

Me chamo Natália Guedes, tenho 30 anos e sou a mãe da Maria Eduarda, na qual chamamos carinhosamente de Duda.  Eu sempre fui apaixonada por criança, comecei a cuidar  tinha 09 anos quando meu  primeiro sobrinho nasceu.
Casei em 2009, e com apenas 02 anos de casada a maternidade aflorou, era feliz mas sentia que me faltava alguma coisa. Uma bela noite enquanto estávamos nos arrumando para irmos ao culto, meu esposo ajoelha e beija minha barriga e diz; está na hora de providenciar o herdeirinho. Chorei de felicidade , não conseguia acreditar e a partir daquele momento tudo passou a ser planejado. Tomamos essa decisão em abril e em junho veio o tão desejado POSITIVO.
Era tanta felicidade que não sei explicar, Deus havia enviado nosso presente tão desejado e desde o começo eu sabia que seria ELA.
Tive uma gravidez super tranquila, mas os medos comuns de toda grávida me rondavam, tinha medo de na hora nascer um menininho, mesmo já tendo várias ultra-sons e ter certeza que era uma princesa, tinha medo de nascer com alguma deformidade, sim toda gravidinha tem esse medo, tinha medo de não dar conta da criança, da casa, da comida, do marido.
No dia 09/02/2012, as 09:35h nasceu minha Duda, um bebê enorme medindo 54cm e pesando 3,845kg. Duda era a cara do pai, quando eu ouvi seu chorinho eu fiquei tão feliz que não tive a reação que toda mamãe tem, chorar, não chorei eu só queria tê-la em meus braços, queria beijar, tocar, amamentar.
Ali nascia não só a Maria Eduarda, também nasceu uma mãe, uma nova Natália, me tornei mais madura, mas também me tornei mais medrosa, passei de gatinha a leoa.
O que eu tenho a dizer sobre ser mãe? Que é maravilhoso, é cansativo mas receber um eu te amo, um abraço da cria não tem preço. Maria nos trouxe uma felicidade plena, nossos dias são mais coloridos e tem um sentido a mais desde que ela nasceu. Hoje ela tem 03 anos e 06 meses e eu não sei como consegui conviver 26 anos da minha vida sem ela. Sou uma mãe babona e boba e vou adorar compartilhar dessa experiência aqui.


Mariana Braveza, a mãe da Bia:

Sou a Mariana, estou há menos de um mês dos 31 anos e a minha Beatriz há poucos dias de completar 3 anos, tempo que parece muito pouco perante a imensidão do tanto que ela preenche meus dias, meus pensamentos e meus sonhos.
Desde criança eu sou maternal, não no sentido de ter sido aquela menina que sentava pra brincar com os menorzinhos da família ou a amiga que fica com o bebê da amiga no braço pra dar uma treinadinha, eu realmente não fui esse tipo de pessoas antes de ter a minha própria bebê, mas certamente, o instinto materno sempre esteve presente na minha vida. Explico como:
Minha diversão mais constante de infância foi brincar de boneca e brinquei até uns 13, 14 anos, embora meus colegas de escola nem sonhassem com isso, hahaha, já que sempre fui muito grande e  já tinha um corpo mais pra adulto que a maioria, apesar de magra (acreditem, eu já fui magra!). Eu amava, mesmo que de brincadeira, me sentir responsável por alguém,  eu era tão louca mãe das minhas bonecas, que se elas, por exemplo, caíssem de cara no chão, eu sentia uma dor no peito, uma pena enorme, como se fossem crianças de verdade (mamãe não me dava meus remédios kkk).
Além disso, eu não podia ter a oportunidade de bancar a veterinária que eu bancava mesmo e até que fazia o serviço bem feito (nenhum morreu na minha mão, rá!), asa de passarinho, focinho de cachorro, ferida em gato, salvava minhocas soterradas, só soube depois que eu tava era atrapalhando a vidas das coitadas, (essas devem ter muito do que reclamar de mim) enfim, eu amava cuidar dos animais, podia ser de onde fossem, era automática a minha vontade de cuidar e isso permaneceu até a vida adulta, eu sempre fui tão metida a mãe, que sou gêmea e sempre foi como se eu fosse a mais velha, eu era a que protegia, a que tomava as dores, que acompanhava minha irmã nas coisas que ela achava que não saberia fazer (mas hoje em dia ela tá bem mais resolvida que eu, hahaha).
Depois de 4 anos com o pai da minha filha, espontaneamente e de forma sincronizada, sentimos que havia chegado a hora, não aquela hora dos meus planos: bem sucedida, motorizada, casa própria, 10 serviçais e um Jarbas (definitivamente, eu não estava nesse momento), mas a hora q meu coração pediu: eu quero uma menina!!! Na verdade eu sempre quis ser mãe de menina, era um sonho e já tinha o nome que tem hoje e o pai dela, já pai de dois meninos, queria muito também ter uma garotinha, que nós imaginamos por inúmeras vezes como seria e tivemos bastante tempo pra isso, já que foi um longo ano tentanto, tudo que falamos, Deus escutou e mandou fabricar direitinho: nossa moreninha sapeca, da coxa grossa, olhos do pai, sorriso da mãe, chegou em nossas vidas aos 8 meses de gestação, na manhã do dia 15 de Agosto de 2012, depois de um grande susto e muito medo (isso é assunto pra outro post), miudinha, porém cheia de saúde e muita, muita, muita vontade de ser feliz, a nossa Beatriz, honra nitidamente o significado do seu nome pois é de fato "aquela que traz alegria!".